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Brasil deve chegar a 2 mil voos diários em dezembro

O Painel 2020 – Pacto pela Infraestrutura Nacional e Eficiência Logística, promovido pelo Instituto Besc de Humanidades e Economia, nessa quarta-feira (18), contou com a participação de José Ricardo Botelho, CEO da Alta, Ronei Glanzmann, secretário nacional de Aviação Civil, Tiago Sousa Pereira, diretor substituto da Anac, Julio Ribas, diretor-presidente da Salvador Bahia Airport; e Marcelo Oliveira Mota, diretor de Operações da Aeroportos Brasil Viracopos.

Ronei Glanzmann traçou um panorama do mercado aéreo brasileiro antes da crise e neste momento de retomada. Segundo o secretário, no período pré-pandemia, o Brasil operava cerca de 2.400 voos diários no mercado doméstico (100 milhões de passageiros por ano) e, em março de 2020, viu este volume de tráfego despencar para menos de 200 voos diários.

Ele ressaltou, no entanto, que o tráfego aéreo doméstico tem sido retomado gradualmente – com mais de 1.500 voos/dia em novembro, e a probabilidade é de que no mês de dezembro atinja 75% a 80% do volume de tráfego de dezembro de 2019 (mais de 2.000 voos/dia). Por outro lado, Glanzmann reconheceu que a retomada do mercado internacional será mais lenta, pois a queda foi mais acentuada e o Brasil depende de outros países.

Já o CEO da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta), José Ricardo Botelho, defendeu todo o  compromisso com a segurança e a saúde de passageiros e trabalhadores, a adoção dos protocolos recomendados pelo grupo Cart, da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), em virtude da pandemia da Covid-19, e a testagem padronizada dos viajantes, que aos poucos restaura a confiança nas viagens aéreas.

José Ricardo Botelho ressaltou que o trabalho conjunto entre poder público e setor privado têm sido de grande importância nos países que reabriram suas fronteiras e que têm relevantes mercados domésticos, como é o caso de México, Colômbia e Brasil. Segundo ele, as decisões governamentais, amparadas pelos protocolos sanitários, são fundamentais, pois à medida em que a indústria vai retomando seu ritmo, mostra que viajar é seguro e que a aviação não propaga a contaminação do vírus.

“Os protocolos estabelecidos de acordo com o grupo Cart alcançam toda a cadeia e este é o motivo que faz as pessoas se sentirem à vontade para voltar a voar, o que é benéfico para a conectividade da região e para garantir milhões de empregos e receita em países onde o turismo representa até 15% do PIB local”, afirmou Botelho.

Fonte: mercadoeeventos.com.br

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